segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Livre...




Virginia vivia a sonhar com o seu amor, mais não queria ser apenas uma boa dona de casa, nem uma dedicada mãe.
Ela queria o mundo, queria conhecer lugares inusitados, sua alma tinha fome de liberdade..Ao mesmo tempo em que sonhava com aquele pelo qual ela devotaria todo seu amor e toda sua dedicação.
Dividida entre a liberdade, e sua vontade de se entregar ela percebeu que por mais que quisesse nunca poderia ser livre, ao se entregar ao amor..Porque o amor é a mais doce prisão que pode se aprisionar o coração;
Seguia nossa heroína, vivia uma vida pela qual nem ela mesma compreendia, se dividia entre um curso que apenas gostava, um trabalho enfadonho e se entregava à arte com a sua alma, mais de tudo que a moça fazia...O que menos sobrava era tempo para si, ela simplesmente corria, corria...Tendo medo de nunca chegar.
Passa o tempo e Virginia, sozinha, ao mesmo tempo em que vivia rodeada de pessoas iluminadas, se sentia um belo pássaro preso a uma gaiola de ouro...
Descobriu que por mais que estivesse dividida entre sua liberdade, e a busca de um amor.Ambos a manteriam presa, pois, nunca se é livre por inteiro.

Bethiara Lima

3 comentários:

Anônimo disse...

Sempre sagaz com as palavras... dom encontrado apenas em pessoas especias... como vc...
deve ser por isso q ainda vivo nesta prisão... rsrs

Thiago disse...

... Magistral

Fe disse...

"Nunca se é livre por completo"

Não, sozinho, nunca se é livre por completo...

Virginia fez escolhas, mas ainda assim não fez escolha alguma....

Podre Virginia?? Ou não?