
sábado, 3 de setembro de 2011
CORDEL URBANO

terça-feira, 28 de junho de 2011
Sofrimento nunca mais
Não vou mais sofrer antes do tempo ! Quantas vezes você já não disse isso a si mesmo ? Eu já disse isso muitas vezes, mas nunca cumpri. É, não é fácil. Não é fácil você engolir o choro e ser forte em algumas ocasiões.
Como a gente sofre a toa, como a gente sofre sem motivo. É impressionante isso ! Basta um motivo qualquer pra derramarmos litros de lágrimas. Não deveria ser assim. Deveríamos ser fortes, só isso. Deveríamos nos controlar, só isso. Mas não dá. Quando você se dá conta já está retocando a maquiagem e fingindo que nada aconteceu.
O sofrimento não é uma coisa boa, mas nós continuamos sofrendo. Continuamos chorando por quem não nos merece. Continuamos nos momentos deprê por motivos fúteis. Não vejo explicação pra isso porque sinceramente eu sou assim na maioria das vezes. Se o sofrimento não é uma coisa boa, por que continuamos sofrendo todo dia, todo mês ou todo ano ?
Ficamos ansiosos pelo resultado de algo e sofremos. Passamos a noite acordada esperando que uma pessoa ligue (porque ele prometeu que ligaria) e sofremos. Vemos a pessoa amada (ou não) com outra e sofremos. Nos machucamos por bobeira e sofremos.
O que vocês acham da ideia de dar um basta no sofrimento ? Se algo não deu certo na vida, vamos continuar em frente. Vamos continuar lutando para que o que você tanto quer dê certo. Chega de derramar lágrimas e borrar a maquiagem sem motivo !
"Tudo neste mundo tem o seu tempo; cada coisa tem a sua ocasião."
Eclesiastes 3:1
Gabriela Leonel
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Eu e meu dedo podre.

Eu escolho os meus relacionamentos a dedo, no entanto, isso até seria bom não fosse pelo fato das minhas escolhas serem feitas pelo meu dedo podre. Sim, eu tenho um dedo podre! Alias é um dedão enorme de podre. É um dedo que consegue ir direto e reto nos homens errados, naqueles homens que com certeza vão me deixar esperando, sem nenhum constrangimento, e que também me farão sofrer e chorar.
Meu dedo é certeiro, ele consegue atrair as melhores espécies do sexo oposto. Ora ele atrai um tipo galinha, ora atrai um tipo folgadão, quando não um tipo egoísta, daquele que enxerga apenas o seu próprio umbigo.
As últimas espécies que meu dedinho atraiu foram marcantes. Um tinha o ego lá nas alturas, se achava um Deus, a última bolacha passatempo recheada do pacote, o outro gostava tanto de si mesmo que parecia a própria reencarnação do Narciso. Sem citar o cara de pau comprometido que desejava compartilhar o seu amor entre eu e a sua namorada.
Por um tempo eu até pensei que meu dedo podre tivesse me dado folga, mas depois percebi que meu querido dedinho tinha apenas me dado uma trégua para eu ganhar fôlego até que o próximo cidadão aparecesse.
Meu dedo podre deu mancada de novo. Atraiu um tipo tímido com jeito de bom moço. Até agora eu não sei onde meu dedo podre estava com a cabeça para não ter desconfiado a tempo do cidadão com jeito de bom moço. Depois dessa experiência descobri que um tipo desses chega a ser mais nocivo que todos os outros tipos citados acima.
O tipo bom moço pisou na bola, fez feio, mostrou ser uma coisa, quando na verdade era outra. O tipo bom moço parecia merecer estar perto de mim, parecia merecer a minha consideração, o meu carinho...que nada...engano meu e do meu dedo...A boa notícia é que agora estou vacinada e tão cedo um tipo assim não vai chegar perto de mim.
Camila Santos
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Filho da Rua
Filho da Rua - Pioneiro'Surrealistas ( J ) [audio prod. Keshada] by J (Pioneiro'Surrealistas) Sem rumo só barulho de buzinas e agora...
Dou bom dia pro cachorro até pro sol fecha o farol pego minhas coisas e vamos embora!
A noite não demora...
Me sujeito a desrespeito e preconceito de quem xinga ou me escuta e ignora
Minha esperança adora...
O pão e atenção da oração de coração da dona que sempre ora
Mais nem sempre é assim...
Já vi a luz do fim e tudo que é ruim piora
Meu cachorro decora...
O caminho até o tiuzinho de um bar que colabora
E ao chegar pude notar que lá só tinha uma senhora
E minha alegria se evapora
Não adianta me expulsar porque meu lar é aqui fora!
O tudo tarda cedo ou tarde os toldos são telhados
Tendo de vizinho o mano de um papelão do lado
Meu fardo é meu passado, conheço os meus intuitos.
Faço graça com a desgraça e sou mais feliz que muitos!
Desfruto do que sobra, sou fruto da frieza.
Quase o motivo do medo de quem deixa a luz acesa
Já passou das quatro sem lugar mesa nem rango
Na minha pele tu percebe que urubu na guerra é frango
E vai além do que se crê!
Olho seu carro por centavos mais será que Deus me vê?
Ou não fui perceber, por viver desconfiado.
Porque é de troco em troco que me sinto mais trocado
A noite cai...
Mais o céu ainda é distante!
A lua sai...
E hoje ela não ta minguante!
Ela ta cheia igual meu erro de não ter mudado antes
Tanto que desfiz do pouco hoje esse pouco é meu bastante
Amante da fé, que vou conseguir dormir.
Procurando lugares que nem minha sombra quer seguir
Hoje vou ficar aqui, longe de qualquer zumbi.
Se alguém chegar eu vou acordar quando meu cachorro latir
Ele não deixa mentir...
Pra cada esquina a história dobra
Sei que eu não tenho mais teto mais eu tenho chão de sobra
E o futuro começa agora
Nem só perde quem recua
Sobrevivo por instinto porque eu sou Filho da Rua!
J – Pioneiro’Surrealistas
terça-feira, 17 de maio de 2011
Guardei

De: Ana
Para: José
Pra você guardei...
O beijo mais doce e inexperiente,
O coração pulsando de forma descompassada
Os sonhos mais ingênuos
O abraço mais sincero
A timidez acompanhada do medo
A admiração
Os meus pensamentos
A minha saudade
A minha ansiedade pelo momento em que meus olhos iam de encontro aos seus
Você estará guardado aqui comigo e sabe por quê?
Porque eu quero, porque você será pra sempre o meu amor, mesmo que os nossos destinos tenham tomado caminhos diferentes;
Você terá pessoas, eu terei pessoas e mesmo assim haverá um momento em nossas vidas que lembraremos um do outro com uma saudade gostosa, e não com dor e sim com a alegria dos pequenos momentos partilhados... Por saber que nós nos encontramos nessa vida, mesmo que esse encontro tenha sido breve...
“Além de não saber como fazer pra ter um jeito meu de me mostrar”
Bethiara Lima
segunda-feira, 25 de abril de 2011
A dança...

Na dança nossos corpos se encontram, se completam, se afirmam e se separam.... Tudo isso como um todo... e o todo com isso tudo e tudo novamente...
Passando a mão pela sua cintura ela se encaixa como se o molde tivesse vindo dali... Travo minhas mãos em suas costas enquanto lhe trago pra bem perto em um único movimento...
Seu corpo amolece seguro em mim e se joga para trás em movimentos libertinos...
Ainda seguro pelas minhas mãos giro minhas pernas te trazendo para dentro dos meus braços...
Sua cabeça cai.. o pescoço se mostra como se esperasse.... meus lábios passam a centímetros que lhe fazem sentir apenas um leve e quente sopro...
Assim como na vida, da dança nomenclaturas não nos importam... não seguimos regras de nenhuma delas... se algum cético chegasse ali teria denominação a dar tal como...o amor transfigurado na forma mais envolvente da dança...
Nos corpos se levavam por si só.. nossa razão ali era conduzida apenas pelo apoio físico que se fazia necessário...
Segurei suavemente sua mão direita.. enquanto te girava você foi ao longe... e quando menos esperava a puxei de volta, caindo em meus braços como quem pula de um precipício...
Minhas mãos correspondendo ao ritmo lento da musica lhe deixa de frente a mim... meus dedos tocam suavemente sua face enquanto olho seus olhos tendo certeza de cada palavra não dita e sentindo todo e qualquer passo que iríamos dar.. a Linguagem Corporal era gritante a quaisquer olhos a volta...
Segurando sua cintura bem perto a mim enquanto suas mãos subiam e se entrelaçavam minha mão passava suavemente pela sua cintura aonde era agarrada forte... levantada...... como se quiséssemos voar e fugir dali...
Enquanto nossas pernas seguiam um ritmo único e uniforme uma das mãos passava os dedos pela sua nuca e agarrava seus cabelos... lhe segurando a cabeça e carinhosamente e intensamente lhe desejando em cada gota de silêncio do casal...
Voltando a mão direita a sua enlouquecedora cintura... a apoiei forte.. com se quisesse apenas lembrá-la que estava ali..segura...
Nossas pernas ali se entrelaçavam e nossos corpos se envolviam juntos ao ritmo da música cada vez mais intenso.....
Em um movimento único minha mão esquerda até então livre segurou seus dedos e lhe girou como se quiséssemos espalhar aquele nosso prazer na dança para aqueles que tentavam entender...
Sua cintura e minhas mãos continuavam a se encontrar e desencontrar como quem mata e morre de saudade no segundo seguinte...
Você se distanciou, sempre com os olhos firmes nos meus veio correndo... me deu as mãos e passou rápido.... e de costas lhe puxei, girando junto, assim em um único movimento nos encontramos frente a frente...
Olhamos-nos por seis exatos segundos... minha mão com identidade própria segurava sua mão direita.... lhe girei novamente para fora.... você fez um giro completo e apoiando suavemente em minhas pernas caiu....segura pela minha mão esquerda que já lhe havia agarrado.... te levando próxima ao chão... nossos corpos na horizontal a centímetros do chão... meu corpo se curvou ao seu.... afastando sua franja com um toque carinhoso em sua face...
Nesse instante nossos olhos cada vez mais ao encontro se fecharam e nossos lábios se tocaram, o encaixe era deliciosamente perfeito... e aquela pouca razão foi embora....dando lugar ao êxtase que só dois corpos apaixonados poderiam sentir...
Senti aquele raro momento quando o beijo é mais que físico, mais que pele...
Poderia insistir em rotular aquela cena o tal amor transfigurado na forma mais envolvente da dança...
Eu não!
Preferi chamar assim... puro e simples.. completo pelo sentimento...
Preferi chamá-lo apenas...
... Amor.
Felipe Teles
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Em troca.

Luiza, isso se trata de um acordo, peço que me devolva à alegria de viver e eu te darei todo o conforto e estabilidade de que você necessita.
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Assim começa o encontro de Luiza e Jorge, marcado por uma proposta um em busca de alegria o outro em busca daquilo que o fizesse se sustentar;
O acordo era conviver por três meses, sem explicações, sem cobranças, sem sequer tocar na diferença de idade que os possivelmente os separariam
Ela uma moça de apenas 26 anos, ele com os seus 46 anos carregado por maturidade, dinheiro e completamente sozinho;
No acordo não havia sexo; Jorge não era um homem promíscuo havia apenas a necessidade de companhia, suas filhas moravam no Canadá, a ele mandavam apenas cartões postais, sua ex-mulher não tinha residência fixa, viajava em busca da beleza, dos melhores salões e da juventude que há muito tempo a deixara sem dizer adeus.
Luiza alguém que desconhecia seu passado, não sabia sua história, seus pais a deixaram muito pequena, e isso foi o estopim para que ela crescesse aprendendo as dificuldades e a falta que uma família faz.
Ela trabalhava em uma creche e um desses encontros que o destino conspira, Jorge estava lá para conversar com um dos responsáveis para fazer uma doação, quando se depara com Luiza cuidando de uma das crianças...
Encanta-se pelo carinho pela qual a doce jovem cuida das crianças e tem a idéia de fazer um trato para que a pessoa pudesse ficar ao seu lado por três meses e ele a recompensaria de forma pela qual ela pudesse viver com maior conforto;
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Mas que idéia Jorge, a que ponto você chegou? Pagar por uma companhia? A que me serve todo o dinheiro que tenho, se todos os meus dias são escuros e vazios, com pessoas que nem sequer me olham nos olhos.
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Você se chama Luiza?
Sim sou eu
Podemos conversar?
O senhor é pai de alguma das crianças?
Não, mas quero e preciso muito conversar com você
Tudo bem...vamos...
Proposta feita, Luiza acha tudo uma grande loucura e exaltada diz que não é uma garota de programa e não admite qualquer tipo de promiscuidade;
Jorge então pega nas mãos de Luiza
Se eu quisesse sexo, você acha que um homem com a minha influência não teria qualquer mulher e sem pagar... Não é disso que estou falando, quero apenas uma companheira nesse momento, alguém que possa conversar alguém que me trate com o mínimo de carinho, de forma sincera
O que o senhor diz me parece confuso demais, para ter essa atenção e carinho, serei paga. Paga para ser sua companheira, paga para lhe dar atenção;
Não veja como paga, apenas irei retribuir o que a mim for ofertado.
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Semanas depois...
Sinta-se a vontade, espero que esteja tudo agradável...
Tudo vai além do esperado
Quero que esteja pronta porque vamos viajar daqui uma hora.
Pra onde?
Surpresa
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Jorge leva Luiza para um passeio de barco, ela se encanta pelo passeio, apesar do desconforto inicial, os dois conversam sobre variados assuntos, dão risadas e encontram divergências e semelhanças em diferentes aspectos;
È muito estranho a forma como vocês jovens hoje se relacionam, tudo através de uma máquina, sem um contato, sem a troca de um olhar.
Isso você está errado, a máquina pode servir apenas para um contato inicial, mas a necessidade do toque, do olhar, do contato isso é algo que não muda nunca.
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1 mês se passa...
Luiza faz o prato favorito de Jorge, que fica encantado com o gesto inesperado de Luiza.
Faz tanto tempo que ninguém prepara algo pra mim, não consigo me recordar a quanto tempo um gesto tão simples me fez com que eu me sentisse assim feliz, lembrado.
Talvez porque você tenha mergulhado tanto nos anseios da sua família, focado em ter uma estabilidade financeira, em dar conforto que acabou esquecendo-se de si mesmo, das suas necessidades do que podia te fazer feliz.
Jorge toca o rosto de Luiza, que retribui com um sorriso, se abraçam...
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2 meses se passam...
Jorge chega com as mãos repletas de vídeos e entrega para Luiza.
Quero que escolha o que mais gosta, aqui estão alguns mais chavões, mais clássicos, quer dizer mais condizentes com a minha época.
Minha época? Do jeito que você fala, parece que estou do lado de um senhor de 60 anos.
Você está certa está do lado de um senhor.
Vamos ver o filme?
Jorge coloca os vídeos, ambos se sentam para acompanhar, quando Luiza se depara com Jorge deitado em seu colo, sem muito racionalizar, ela começa a fazer cafuné nele.
Quando ambos caem no sono.
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3 meses se passam...
Luiza chama por Jorge.
Jorge quero te fazer uma proposta.
Que proposta?
Fecha os olhos e confia em mim...
Jorge não consegue conceber a idéia de que está diante de um pára-quedas.
O que significa isso?
Que vamos saltar juntos.
Eu tenho medo de altura; E se eu tenho um infarto
Até quando você vai se privar de viver faz o seguinte, me dá a mão e fecha os olhos;
Os dois pulam junto, Jorge receoso no primeiro momento, não consegue descrever a sensação de liberdade que sente;
Você poderia ter me matado?
Eu não, apenas te fiz voar...
Jorge sem palavras se aproxima de Luiza e lhe dá um abraço.
Obrigado!
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Jorge, isso se trata de um acordo, peço que me devolva à alegria de viver e eu te darei todo o conforto e estabilidade de que você necessita.
Aqui está a maleta com o dinheiro que você me deu, estou te devolvendo em troca de mais 3 décadas ao seu lado.
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Um conto de fadas para provar que nada é tão impossível e algumas coisas que não podem arrancar de nós como
Tudo o que você:
troca
faz
constrói
quebra
sente
percebe
conspira
veste
vê
cria
destrói
odeia
ama
Por isso continue em frente...
Bethiara Lima
