quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
O poeta apaixonado.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
A areia do tijolo.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Adeus

Adeus...
Ouço apenas os passos da escada, o barulho da mala, e uma lágrima no canto dos seus olhos.
Vc vai?
Sim, não posso mais viver aqui.
Você não acha melhor pensar mais um pouco. Naquele momento em meu pensamento senti uma louca vontade de me jogar nos seus braços, de ajoelhar se fosse necessário para que ele não me deixasse.
Eu não tenho mais nada a pensar, eu não posso conviver olhando para você, sentindo seu cheiro, sentindo a vontade de te colocar nos meus braços.
Eu não posso!
E você pode partir? Me deixar sozinha? E tudo que vivemos? Nossa história?
Nossa história não passa de um amontoado de lembranças, as mais lindas, mas apenas lembranças. Não é só de amor que uma relação é baseada.
Adeus.
Aquele adeus mutilou cada parte do meu coração, ele apanhou as malas e saiu da sala.
Sem olhar para trás, apenas saiu.
E eu me vi ali, naquela casa que me esmagava com todos aquelas fotografias, o cheiro dele impregnado em cada detalhe, nas colchas, na toalha, no sofá... como eu poderia continuar ali.
Sufocada, queria gritar, chorar, correr, queria tudo menos te perder.
Quando me dei conta já era de madrugada e estirada no chão daquela sala.
Me olhei no espelho e me vieram na cabeça as suas últimas palavras: uma relação não se baseia em apenas amor.
Foi quando eu entendi no que fere em uma relação não são apenas as palavras ditas, mas sim tudo aquilo que é calado, omitido.
Ele se foi, infelizmente não sozinho, carregou toda a minha alegria, todos os meus sonhos...nem toda a separação pode ser compreendida, apenas sentida.
Aquele adeus se fez em mim como uma chama de recomeço, a vida me cobrava para olhar para mim e só assim eu poderia fazer daquele adeus um até logo.
A minha chama de esperança...
Goodybye my lover...
Bethiara Lima
sábado, 3 de setembro de 2011
CORDEL URBANO

terça-feira, 28 de junho de 2011
Sofrimento nunca mais
Não vou mais sofrer antes do tempo ! Quantas vezes você já não disse isso a si mesmo ? Eu já disse isso muitas vezes, mas nunca cumpri. É, não é fácil. Não é fácil você engolir o choro e ser forte em algumas ocasiões.
Como a gente sofre a toa, como a gente sofre sem motivo. É impressionante isso ! Basta um motivo qualquer pra derramarmos litros de lágrimas. Não deveria ser assim. Deveríamos ser fortes, só isso. Deveríamos nos controlar, só isso. Mas não dá. Quando você se dá conta já está retocando a maquiagem e fingindo que nada aconteceu.
O sofrimento não é uma coisa boa, mas nós continuamos sofrendo. Continuamos chorando por quem não nos merece. Continuamos nos momentos deprê por motivos fúteis. Não vejo explicação pra isso porque sinceramente eu sou assim na maioria das vezes. Se o sofrimento não é uma coisa boa, por que continuamos sofrendo todo dia, todo mês ou todo ano ?
Ficamos ansiosos pelo resultado de algo e sofremos. Passamos a noite acordada esperando que uma pessoa ligue (porque ele prometeu que ligaria) e sofremos. Vemos a pessoa amada (ou não) com outra e sofremos. Nos machucamos por bobeira e sofremos.
O que vocês acham da ideia de dar um basta no sofrimento ? Se algo não deu certo na vida, vamos continuar em frente. Vamos continuar lutando para que o que você tanto quer dê certo. Chega de derramar lágrimas e borrar a maquiagem sem motivo !
"Tudo neste mundo tem o seu tempo; cada coisa tem a sua ocasião."
Eclesiastes 3:1
Gabriela Leonel
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Eu e meu dedo podre.

Eu escolho os meus relacionamentos a dedo, no entanto, isso até seria bom não fosse pelo fato das minhas escolhas serem feitas pelo meu dedo podre. Sim, eu tenho um dedo podre! Alias é um dedão enorme de podre. É um dedo que consegue ir direto e reto nos homens errados, naqueles homens que com certeza vão me deixar esperando, sem nenhum constrangimento, e que também me farão sofrer e chorar.
Meu dedo é certeiro, ele consegue atrair as melhores espécies do sexo oposto. Ora ele atrai um tipo galinha, ora atrai um tipo folgadão, quando não um tipo egoísta, daquele que enxerga apenas o seu próprio umbigo.
As últimas espécies que meu dedinho atraiu foram marcantes. Um tinha o ego lá nas alturas, se achava um Deus, a última bolacha passatempo recheada do pacote, o outro gostava tanto de si mesmo que parecia a própria reencarnação do Narciso. Sem citar o cara de pau comprometido que desejava compartilhar o seu amor entre eu e a sua namorada.
Por um tempo eu até pensei que meu dedo podre tivesse me dado folga, mas depois percebi que meu querido dedinho tinha apenas me dado uma trégua para eu ganhar fôlego até que o próximo cidadão aparecesse.
Meu dedo podre deu mancada de novo. Atraiu um tipo tímido com jeito de bom moço. Até agora eu não sei onde meu dedo podre estava com a cabeça para não ter desconfiado a tempo do cidadão com jeito de bom moço. Depois dessa experiência descobri que um tipo desses chega a ser mais nocivo que todos os outros tipos citados acima.
O tipo bom moço pisou na bola, fez feio, mostrou ser uma coisa, quando na verdade era outra. O tipo bom moço parecia merecer estar perto de mim, parecia merecer a minha consideração, o meu carinho...que nada...engano meu e do meu dedo...A boa notícia é que agora estou vacinada e tão cedo um tipo assim não vai chegar perto de mim.
Camila Santos
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Filho da Rua
Filho da Rua - Pioneiro'Surrealistas ( J ) [audio prod. Keshada] by J (Pioneiro'Surrealistas) Sem rumo só barulho de buzinas e agora...
Dou bom dia pro cachorro até pro sol fecha o farol pego minhas coisas e vamos embora!
A noite não demora...
Me sujeito a desrespeito e preconceito de quem xinga ou me escuta e ignora
Minha esperança adora...
O pão e atenção da oração de coração da dona que sempre ora
Mais nem sempre é assim...
Já vi a luz do fim e tudo que é ruim piora
Meu cachorro decora...
O caminho até o tiuzinho de um bar que colabora
E ao chegar pude notar que lá só tinha uma senhora
E minha alegria se evapora
Não adianta me expulsar porque meu lar é aqui fora!
O tudo tarda cedo ou tarde os toldos são telhados
Tendo de vizinho o mano de um papelão do lado
Meu fardo é meu passado, conheço os meus intuitos.
Faço graça com a desgraça e sou mais feliz que muitos!
Desfruto do que sobra, sou fruto da frieza.
Quase o motivo do medo de quem deixa a luz acesa
Já passou das quatro sem lugar mesa nem rango
Na minha pele tu percebe que urubu na guerra é frango
E vai além do que se crê!
Olho seu carro por centavos mais será que Deus me vê?
Ou não fui perceber, por viver desconfiado.
Porque é de troco em troco que me sinto mais trocado
A noite cai...
Mais o céu ainda é distante!
A lua sai...
E hoje ela não ta minguante!
Ela ta cheia igual meu erro de não ter mudado antes
Tanto que desfiz do pouco hoje esse pouco é meu bastante
Amante da fé, que vou conseguir dormir.
Procurando lugares que nem minha sombra quer seguir
Hoje vou ficar aqui, longe de qualquer zumbi.
Se alguém chegar eu vou acordar quando meu cachorro latir
Ele não deixa mentir...
Pra cada esquina a história dobra
Sei que eu não tenho mais teto mais eu tenho chão de sobra
E o futuro começa agora
Nem só perde quem recua
Sobrevivo por instinto porque eu sou Filho da Rua!
J – Pioneiro’Surrealistas


